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Inaugurada igreja da Candelária

Construída em tempo recorde é entregue à população a igreja da Candelária, de Corumbá, evento registrado na seguinte ata:

Ata da inauguração da Igreja. Aos quatorze dias do mês de outubro de hum mil oitocentos e setenta e sete, quinquagésimo sexto da Independência do Império nesta vila de Santa Cruz de Corumbá, província de Mato Grosso e Bispado de Cuiabá, em sede foi com a toda solenidade na forma do ritual romano, inaugurada a nova igreja paroquial da Candelária, sendo benta pelo pregador imperial e vigário frei Mariano de Bagnaia, canonicamente habilitado e dedicada a Deus e à Nossa Senhora da Candelária, que é o seu orago. Esta igreja foi construída com as doações do povo, sendo a obra dirigida por alguma comissão composta dos senhores reverendo pregador imperial frei Mariano de Bagnaia, protetor da devoção ou irmandade, engenheiro tenente-coronel dr. Joaquim da Gama Lobo D’eça, provedor da mesma e tesoureiro João Poupino Caldas, os quais conjuntamente com mesa administrativa devo…
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Em Corumbá, escrava compra liberdade de filho fugido

Tendo fugido seu filho, também escravo, de Corumbá, provavelmente para a Bolívia, mãe compra sua liberdade, de acordo com as leis em vigor:
Registro de uma carta de liberdade
Saibam quantos este registro virem, que no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos oitenta e um, aos três dias do mês de novembro, nesta cidade de Corumbá, compareceu a escrava Claudina, reconhecida pela própria de mim, do que dou fé,m e por ela me foi pedido o registro da carta Judicial de liberdade de seu filho Abel, a qual é do seguinte teor: Ao doutor Hermes Plínio Barba Cavalcanti, Juiz Municipal desta cidade e seu termo, na forma da Lei - Faz saber aos que a presente carta de liberdade virem, que tem a escrava, Claudina de propriedade do negociante Thiago José Mongini, apresentado a quantia de duzentos mil reis, como pecúlio de seu filho Abel, pertencente à massa falida de Germano Levandossisk, quantia que se acha depositada com o referido Mongini, e havendo como houve, dar posta do…

Forte Coimbra, capital de Mato Grosso

Carta imperial de 7 de outubro de 1850, nomeia o capitão de fragata Augusto Leverger, governador geral da província de Mato Grosso. Assumiu o governo a 11 de fevereiro do ano seguinte. Para o Sul do Estado, fato relevante de seu período à frente da província, foi a transferência provisória do governo para o forte de Coimbra, conforme relata Virgílio Correa Filho:
A ameaça de guerra próxima emborrascava os horizontes sulinos, quando Leverger teve ordem de concentrar toda a força da província na fronteira do Baixo-Paraguai, onde aguardaria a chegada dos navios, que deveriam transmontar o rio, com licença do solerte ditador ou à sua revelia. Iria apoiar, a montante, a ação do representante imperial que, a jusante, forçá-la-ia quando não lhe fosse permitida a passagem. Já era então Leverger, chefe de divisão, a que fora promovido a 2 de dezembro de 1854 e acumulava o Comando das Armas.
Poderia organizar a expedição e dar-lhe a chefia ao mais graduado dos seus colaboradores militares.

Pref…

Aberta a navegação do rio Paraguai

Deixa Buenos Aires em 6 de outubro de 1856, com destino a Corumbá a escuna Leverger, a primeira embarcação dirigida a Mato Grosso, após a reabertura da navegação do rio Paraguai pelo governo da República vizinha. As informações são do cônsul brasileiro na capital Argentina ao Ministério dos Negócios Estrangeiros:
Cumprindo a ordem que V. Exa. transmitiu-me por despacho de 13 do corrente mês, a respeito da comunicação das notícias relativas ao movimento do comércio e navegação brasileiros para a província de Mato Grosso, tenho a satisfação de levar ao conhecimento de V. Exa. que consta aqui haver chegado no porto de Assunção a escuna brasileira Leverger, notícia que foi comunicada ao consignatário dessa embarcação nesta cidade, sem ser acompanhada de nenhuma informação sobre a facilidade ou dificuldade que tenha encontrado a mesma embarcação para continuar a sua navegação.

É, porém, exato ter informado o sobrecarga da dita escuna que até Vila do Pilar (setenta léguas abaixo de Assunçã…

Príncipe proibido de desembarcar em Corumbá

Em 27 de setembro de 1907, é proibido de desembarcar em território pelo governo republicano, o príncipe d. Luiz d’Orleans, que se encontrava de volta da sua excursão a vários países sul-americanos, é cumprimentado por diversos patrícios de Corumbá, que se deslocaram até a Bolívia para esta finalidade. No dia seguinte, com permissão para transitar pelo porto de Corumbá, chegava D. Luiz ao ancoradouro da cidade, vindo na lancha boliviana Inca, de onde transbordou-se para o vapor Fernandes Braga que o devia conduzir a Assunção.
A bordo deste navio fez-lhe as honras da recepção o cônsul português Gonçalo Cristovam e muitos brasileiros que lhe levaram saudações pessoais. Dom Luiz era neto de Dom Pedro II. 
FONTE:Estevão de Mendonça, Datas Matogrossenses, (2ª edição) Governo de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 171.
FOTO: Wikipedia


Frei Mariano nomeado vigário de Corumbá

Frei Mariano de Bagnaia é nomeado em 19 de setembro de 1857, vigário da comarca eclesiástica do Baixo-Paraguai, com sede em Corumbá:
“D. José Antonio dos Reis por graça de Deus e da S. Sé apostólica, bispo desta cidade de Cuiabá, Bom Jesus de Cuiabá. Aos que esta provisão verem, saúde, paz e bênção em Jesus Cristo.
Fazemos saber que sendo necessário prover-se o lugar da sede da Vara da Comarca Eclesiástica do Baixo-Paraguai que se acha vaga e reconhecendo no reverendo frei Mariano de Bagnaia as qualidades necessárias para o bom desempenho deste emprego por isso havemos por bem e pela presente nossa provisão nomeá-lo, provê-lo e instituí-lo vigário da Vara da dita Comarca Eclesiástica enquanto bem servir e não mandarmos o contrário e para cujo exercício lhe confiamos todas as faculdades e jurisdição marcados no F. J. 9 do Regimento do auditório eclesiástico da constituição do Bispado com a restrição dos casos incompatíveis com as leis do Império devendo antes de entrar no exercício pas…

O primeiro vôo entre Corumbá e Cuiabá

São iniciadas em 16 de setembro de 1930, viagens regulares uma vez por semana entre Cuiabá e Corumbá, pela empresa Condor, que utiliza hidro-aviões. Com efeito, a imprensa cuiabana dava detalhes do evento:
Segundo noticiou nosso colega "O Democrata", estão assentadas entre o Governo do Estado e o representante da Condor Syndicat, as principais bases para o contrato que estabelecerá uma linha regular de navegação aérea, semanal, entre Corumbá e Cuiabá, servida pelo hidroavião "Iguassu" que conduzirá passageiros e malas postais em concordância não só com os trens noturnos da noroeste, como com o serviço aéreo que a referida Companhia pretende estabelecer de Corumbá a S. Paulo.
A principal obrigação assumida pelo Estado é a de garantir sempre, em cada vôo, uma lotação de três passageiros, que pagará à empresa, se ela não os encontrar. 
Embora pareça pesado ao Estado, na situação de aperturas em que vamos vivendo, o auxílio a que se comprometeu, ele se tornará muito reduz…